
REPÚBLICA DE ANGOLA
Embaixada no
Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte
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11 de Novembro 2009
MENSAGEM DE SUA EXCELÊNCIA SRA EMBAIXADORA ANA MARIA CARRREIA À COMUNIDADE ANGOLANA NO REINO UNIDO E NA REPÚBLICA DA IRLANDA POR OCASIÃO DO 34º ANIVERSÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA.
Caros compatriotas,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Quero, em primeiro lugar, felicitar toda a comunidade angolana residente no Reino Unido e na República da Irlanda por ocasião de mais um aniversário da nossa independência, proclamada a 11 de Novembro de 1975 pelo Presidente Agostinho Neto.
Há 34 anos, todos os angolanos realizaram o seu maior sonho, de ser livre e Senhores do seu próprio destino. O 11 de Novembro, é pois um símbolo inalienável da nossa história.
A conquista da independência só foi possível graças aos sacrifícios consentidos por milhares de homens e mulheres, que souberam interpretar os anseios mais profundos e legítimos do nosso povo ao dedicarem as suas próprias vidas para esta nobre causa.
“MANTER A CHAMA ACESA PARA A CONQUISTA DO PROGRESSO SOCIAL”, é o lema escolhido para este ano. Isto reflecte o esforço do Governo para a ampla satisfação das necessidades mais prementes de todos os angolanos.
Caros Compatriotas,
Com o calar definitivo das armas, em Fevereiro de 2002, os angolanos vivem agora em plena paz e reconciliados e como prova disso, Angola é hoje uma democracia em desenvolvimento, cujo reflexo é visível no funcionamento regular das instituições.
Com a realização das eleições legislativas em Setembro do ano passado (2008), o País deu início a um novo ciclo da vida política nacional. Neste contexto, a paz, a reconciliação nacional, a liberdade e a estabilidade política e social são elementos essenciais para a consolidação da nossa jovem democracia.
O nosso País é hoje uma referência incontornável internacionalmente, não só pelo facto de ter, por si só, conseguido a paz, mas também por ter registado, em sete anos, avanços significativos na reabilitação e construção de infra-estruturas e estabilidade macro-económica.
Importa realçar que nos últimos cinco anos, o País tem vindo a registar uma notável aceleração do crescimento económico a uma taxa média anual de aproximadamente 17,4 por cento.
Contudo, essa trajectória de crescimento foi seriamente perturbada no decurso deste ano, em consequência da crise económica e financeira que se faz sentir em todo o mundo, como reconheceu recentemente o Ministro da Economia, Manuel Júnior.
Em face disso, os termos de troca da economia angolana foram seriamente afectados, porquanto as receitas fiscais petrolíferas caíram acentuadamente e a quantidade de divisas ao dispor da economia diminuiu de modo significativo.
Não obstante o crescimento económico assinalável, o nosso Governo mantém o desafio para a melhoria da qualidade de vida das populações e redução da pobreza, criação de emprego e a reforma do Estado nos vários sectores.
A grande aposta do Governo continua a assentar na Educação e na Saúde, como elementos essenciais do desenvolvimento humano e como factores capazes de contribuir para o aumento da riqueza e do bem-estar social.
Com efeito, o Orçamento Geral do Estado revisto, por causa da crise financeira mundial, prevê, para 2010, receitas e despesas estimadas em 30 biliões de dólares. 30 por cento das despesas vão fundamentalmente para o sector social.
O Governo, no quadro do programa Angola Jovem, tem projectos de edificação de bairros sociais para a juventude, que vão garantir o alojamento para duas mil famílias, e de construção de 164 centros comunitários para a juventude.
Este é um desafio gigantesco para todos nós. Assim, é responsabilidade de todos envolverem-se de forma cada vez mais consciente e eficaz na construção de uma Angola em paz e próspera, capaz de garantir estabilidade, segurança e bem-estar de todos os seus cidadãos.
Caros Compatriotas,
Ilustres Convidados,
Este ano e no próximo, dois importantes acontecimentos terão lugar no nosso País e devem contar com a colaboração e apoio de todos angolanos aqui na diáspora. Refiro-me ao Campeonato Africano das Nações em Janeiro de 2010 e a aprovação da futura Constituição.
A Comissão Constitucional adoptou já o calendário para a realização de debates públicos sobre a futura Constituição do País. Os três projectos que vão conformar a mesma, começaram a ser apresentados desde o passado dia 4 ao público. Espera-se que até Fevereiro do próximo ano, a nova Constituição venha a ser aprovada.
No quadro da calendarização da Comissão Constitucional, todos os cidadãos terão um período de debate e de consultas que poderá estender-se até o dia 22 de Dezembro, para que os interessados possam estudar os documentos e remeter as suas contribuições.
Nesta data memorável, permitam-me exprimir uma palavra de reconhecimento e apreço a todos compatriotas residentes no Reino Unido e na República da Irlanda, que têm sabido honrar, quer através de associações, quer a título individual, o bom nome da pátria que os viu nascer, mesmo atravessando dificuldades de vária índole, próprias de um imigrante.
Compatriotas, tenhamos esperança num futuro melhor!
Aproveito igualmente a ocasião para reiterar o nosso apelo à UNIÃO de todos os nossos compatriotas na diáspora, independentemente das sua diferenças.
Como disse o Presidente José Eduardo dos Santos, “ as diferenças naturais que existem entre as pessoas não devem servir para dividir ou criar quaisquer formas de separação. Pelo contrário: Elas enriquecem o nosso património comum, e consolidam a identidade nacional na diversidade multi-étnica e cultural”.
VIVA A INDEPENDÊNCIA NACIONAL!
VIVA ANGOLA! |